The Discovery of Iodine — Ler em português
Os títulos das histórias ainda aparecem em inglês; o texto de cada história está em português.

Na ensolarada cozinha delas em Noe Valley, Hazel gritou ao fatiar uma maçã. "Ai! Cortei meu dedo!" A mãe dela correu com um sorriso caloroso, pegando uma pequena bola de algodão e uma pequena garrafa marrom do kit de primeiros socorros. "Não se preocupe, querida, apenas um pequeno arranhão", ela disse, suavemente passando no corte. Um líquido marrom-avermelhado escuro manchou o algodão.

Hazel olhou para o líquido escuro em seu dedo. "Que coisa é essa? Parece lama, mas arde um pouco." Sua mãe enroscou a tampa de volta na garrafa. "Isto é uma tintura de iodo, é um antisséptico que ajuda a manter os germes afastados." Hazel inclinou a cabeça. "Iodo? Que nome estranho para um remédio marrom."

O segredo daquele líquido marrom não foi encontrado em uma farmácia moderna, mas há mais de duzentos anos. Temos que viajar de volta para mil oitocentos e onze, para uma oficina em Paris, França. A cidade fervilhava com a indústria, mas as descobertas mais incríveis frequentemente aconteciam em salas pequenas e bagunçadas.

"Este é o químico Bernard Courtois", diria a voz de um narrador, enquanto ele olhava para um grande barril. Ele não estava procurando um novo remédio; ele estava fazendo salitre para os exércitos de Napoleão. O negócio de sua família dependia do uso das cinzas de algas marinhas, mas algo estranho estava acontecendo.

"Maldito seja!", Courtois murmurou, passando a mão sobre um grande tonel de cobre. "Algo nesta lama de alga marinha continua corroendo meu equipamento caro!" Ele chutou uma pilha de kelp seco em frustração. Essa corrosão misteriosa era um problema enorme, uma ponte desabando em sua linha de produção.

De repente, seu gato acordou, saltou do banquinho e caiu na bancada! Um balão de vidro com ácido sulfúrico se estilhaçou, espirrando em uma bacia de cinzas de algas marinhas processadas. Uma nuvem espessa e magnífica de vapor violeta brilhante irrompeu com um forte chiado, enchendo o ar com uma cor chocante que ninguém jamais tinha visto nesse processo antes.

Aquele vapor roxo não era apenas fumaça; era um elemento novíssimo! Courtois havia descoberto o Iodo. Logo, os médicos estavam usando-o para salvar vidas, prevenindo infecções, e os fotógrafos o usavam para capturar as primeiras imagens permanentes do mundo em placas de prata.

De volta à cozinha, os olhos de Hazel estavam arregalados. "Uau! Então um gato desastrado ajudou a descobrir o remédio para o meu corte?" O pai dela, um homem gentil com óculos e barba curta, sorriu ao se juntar a elas. "Isso mesmo. Como disse o grande cientista Louis Pasteur, 'O acaso favorece a mente preparada.' Courtois estava pronto para ver aquele acidente como uma descoberta."

"Olha!", disse papai, batendo no saleiro sobre o balcão. "Está até no nosso sal para ajudar nossos corpos a se manterem saudáveis." Hazel pegou um pacote da despensa. "E eu vejo isso nos meus lanches de alga marinha! Diz que é uma boa fonte de iodo bem aqui no rótulo!"

Hazel se apoiou no parapeito da janela, olhando para a cidade. "Então, uma misteriosa nuvem roxa acabou sendo um elemento super útil escondido em algas marinhas o tempo todo!" A mãe dela se juntou a ela, observando as luzes cintilantes da cidade lá embaixo. "Faz a gente se perguntar", ela disse suavemente, "quantos outros elementos incríveis estão escondidos ao nosso redor, apenas esperando para serem encontrados?"