Aladdin and the Wonderful Lamp — Ler em português
Os títulos das histórias ainda aparecem em inglês; o texto de cada história está em português.

Nas profundezas cintilantes do Mar Azul-Celeste viviam Aladdin, um catador ágil, e a Princesa Mirelle, que sonhava com uma vida além de seu palácio de coral. Jafar, um feiticeiro consumido pela ganância, procurava a Lâmpada dos Desejos escondida no Abismo. Apenas um coração puro poderia liberar seu poder, um poder que Jafar ansiava acima de tudo. A história começa com Kai, um tamboril bioluminescente, que se tornaria um guia improvável.

Aladdin navegava pelos cânions de coral, seus pés descalços levantando limo fosforescente. "Mais uma bugiganga descartada", ele murmurou, segurando um medalhão manchado. Kai disparou ao redor dele, sua luz tremeluzindo animadamente. "Não seja tão melancólico, Aladdin. Algo interessante sempre aparece eventualmente!" Aladdin suspirou. "Fácil para você falar, Kai. Você não precisa trocar restos por comida."

A Princesa Mirelle sentou-se em seu trono de coral, ouvindo Sheldon, seu velho conselheiro, uma tartaruga marinha. "Mas Sheldon, eu anseio por algo mais do que deveres reais. Eu quero explorar o mundo!" Sheldon, com o rosto marcado pela sabedoria, ajustou seus óculos. "Paciência, criança. O verdadeiro poder não reside em vagar, mas em compreender o próprio domínio. Mas é assim que as coisas são, como disse Freud."

Um dia, uma figura sombria interceptou Aladdin perto dos Jardins Submersos. "Eu procuro um certo tesouro, garoto", sibilou Jafar, sua voz como pedras rangendo. "Traga-o para mim, e riquezas além dos seus sonhos serão suas." Aladdin, cauteloso mas intrigado, estreitou os olhos. "Que tesouro?"

"A Lâmpada dos Desejos", Jafar sibilou, estendendo uma mão que brilhava com anéis encantados. "Ela jaz nas profundezas do Abismo do Desespero. Recupere-a para mim, e eu lhe concederei montanhas de ouro." Aladdin hesitou, imaginando uma vida livre de procurar comida. Kai o cutucou com urgência. "Não dê ouvidos a ele, Aladdin! Isso cheira a magia maligna!"

Aladdin, cego pela promessa de riqueza, ignorou o aviso de Kai. "O que devo fazer?", ele perguntou, a voz mal audível. Jafar sorriu, revelando dentes pontudos. "Apenas os puros de coração podem entrar no Abismo ilesos. Você deve confiar apenas em si mesmo."

Mergulhando no abismo, Aladdin sentiu a pressão esmagadora das profundezas. Criaturas estranhas e grotescas nadavam, seus olhos brilhando com intenção malevolente. "Não consigo ver nada!", ele gritou. Kai, sempre leal, permaneceu perto. "Confie em seus instintos, Aladdin. E lembre-se do que Helen Keller disse: 'As melhores e mais belas coisas do mundo não podem ser vistas nem tocadas – elas devem ser sentidas com o coração'."

Ele a viu então — um brilho fraco na distância. A Lâmpada! Ele a alcançou, mas um guardião espectral bloqueou seu caminho. "Apenas aquele que valoriza o mar acima de tudo pode reivindicar este poder", ele trovejou. A mente de Aladdin se encheu de imagens de Mirelle e dos vibrantes recifes de coral. Ele finalmente entendeu.

"Eu estava errado", Aladdin exclamou. "Eu busquei ouro, mas percebo que valorizo mais o Mar Azul! A vida dentro dele, a princesa, todas as maravilhas incríveis!" O guardião desapareceu, e Aladdin agarrou a Lâmpada. Instantaneamente, ele estava de volta à superfície, o sorriso distorcido de Jafar o aguardando.

"Eu não vou te dar a Lâmpada", declarou Aladdin, com a voz firme. "Seu poder não deve ser usado para ganho egoísta." Jafar avançou, mas Aladdin, fortalecido por sua recém-descoberta clareza, usou a Lâmpada para banir o feiticeiro para as profundezas mais escuras. Daquele dia em diante, Aladdin dedicou-se a proteger o Mar Azure, percebendo que o verdadeiro tesouro era a vida ao seu redor. E a ganância que ele conquistou foi a mesma coisa que o libertou.