Ali Baba and the Forty Thieves — Ler em português
Os títulos das histórias ainda aparecem em inglês; o texto de cada história está em português.

Numa cidade de sussurros e portas escondidas, vivia Ali Babá, um padeiro cujo pão de fermentação natural abria mais do que apenas o apetite. Seu irmão, Cassim, ansiava por riquezas, enquanto uma gangue de quarenta ladrões, liderada pelo impiedoso Malik, procurava saquear os segredos da cidade. Apenas uma única frase estava entre a fortuna e a ruína. Esta é uma história de tentação, traição e o poder inesperado de um simples pão.

O aroma de pão quente emanava da padaria de Ali Baba, um farol reconfortante no coração caótico da cidade. "Mais uma dúzia de pães de gergelim, rápido agora!", ele chamou sua jovem aprendiz, Fátima. Ele amassava a massa com mãos experientes, cada giro e dobra um ritmo familiar. No entanto, sob a superfície de sua vida comum, um livro de receitas secreto jazia escondido, suas páginas repletas de enigmas que guardavam a chave para destrancar portais mágicos.

"Tio Ali, o que são esses símbolos estranhos no livro de receitas?", perguntou Fátima, apontando para uma página cheia de padrões geométricos. Ali Babá suspirou, limpando a farinha da testa. "Eles são mais do que apenas receitas, Fátima. Eles são a chave para... bem, um lugar que é melhor deixar intocado." Ele rapidamente mudou de assunto:

Numa tarde escaldante, Ali Babá aventurou-se na floresta para colher ervas raras. Enquanto cortava cipós resistentes com um facão, ouviu um estrondo de cascos. Agachando-se atrás de uma árvore retorcida, ele viu quarenta cavaleiros, com os rostos mascarados, reunirem-se diante de uma imponente rocha.

Enquanto os ladrões desapareciam na rocha, a curiosidade de Ali Babá lutava contra seu medo. "'A mente é tudo. Aquilo que você pensa, você se torna'", Ali Babá ponderou, lembrando-se das palavras de Buda. Ele decidiu arriscar tudo. Quando os cavaleiros emergiram, carregados com baús de ouro, ele esperou até que eles se fossem antes de se aproximar da rocha. Ele gaguejou: "Abre-te, Sésamo!" Para sua surpresa, a face da rocha deslizou e se abriu.

Lá dentro, a caverna cintilava com ouro e joias. Ali Babá hesitou, o coração batendo forte. Ele sabia que deveria ir embora, mas a visão de tanta riqueza era inebriante. Ele pegou alguns sacos de ouro, murmurando: "É o suficiente para garantir o futuro da minha família." Mas, ao olhar para as pilhas infinitas, ele pegou punhados, ignorando as sutis mudanças na caverna, o ar ficando pesado e parado.

Saindo da caverna, Ali Babá percebeu que não conseguia se lembrar da senha. "Fechar, abrir... qual era?" O pânico o dominou. Justo então, Cassim apareceu, atraído por boatos e ganância. "O que você encontrou, irmão?", Cassim exigiu, com os olhos brilhando. "Compartilhe, ou contarei à guarda da cidade sobre o seu... ingrediente secreto!"

"Tudo bem, Cassim, mas você deve prometer pegar apenas o que precisa!" Ali Babá cedeu. Cassim, com os olhos cheios de ganância, empurrou Ali Babá para o lado e gritou: "Abre-te, gergelim!" A rocha obedeceu, e Cassim desapareceu na caverna do tesouro. Ali Babá observou, com o coração apertado, sabendo que a ganância de seu irmão traria a ruína.

Dias viraram semanas, e Cassim nunca mais voltou. O medo virou determinação. Ali Babá, lembrando-se de um truque do livro de receitas de Fátima, assou um pão especial com um sonífero. Ele voltou à rocha, oferecendo-o aos guardas de Malik. Enquanto eles dormiam, Ali Babá escorregou para dentro e confrontou Malik: "Você se aproveita dos fracos, mas esquece que até o pão pode ser uma arma!"

Malik, enfraquecido e derrotado, revelou a localização de Cassim, preso sob uma pilha de ouro que ele não suportava abandonar. Ali Babá, com a ajuda de Fátima, libertou seu irmão. Ele finalmente entendeu que a verdadeira riqueza não estava no ouro, mas na família e na comunidade. "E o ouro que ele perseguiu foi a mesma coisa que quase lhe custou tudo", Ali Babá sussurrou enquanto eles retornavam à sua humilde padaria.