Sleeping Beauty

Sleeping Beauty — cover Sleeping Beauty — page 1

No reino em miniatura aninhado no Jardim Pétala Solar viviam a Rainha Asteria, governante do Povo Semente, e sua querida filha, a Princesa Briar. Três boas fadas, Bloom, Zephyr e Lumina, abençoaram Briar com beleza, graça e canto. No entanto, sussurrada nas folhas farfalhantes, uma profecia sombria pairava pesada: em seu décimo sexto aniversário, Briar espetaria o dedo em um fuso e cairia em um sono eterno. Somente o beijo do amor verdadeiro poderia quebrar o feitiço.

Sleeping Beauty — page 2

"Dezesseis dias de flor é muito jovem, não é, Mãe?", perguntou Briar, girando uma semente de dente-de-leão entre os dedos. Astéria suspirou, a testa franzida. "Eu queria que pudéssemos apagar o conhecimento do fuso fatídico." Astéria decretou que todo fuso no reino fosse destruído, esperando reescrever o próprio destino. Fogueiras ardiam, consumindo rodas de fiar e teares, enquanto o Povo Semente observava com esperança hesitante.

Sleeping Beauty — page 3

Anos se passaram, cheios de risos e canções, mas o medo persistia no coração de Asteria. Briar cresceu e se tornou uma jovem radiante, sua bondade conhecida por todo o jardim. "Lembre-se, minha Briar", disse Asteria um dia, apertando a mão da filha, "'A única maneira de fazer um ótimo trabalho é amar o que você faz', como disse Steve Jobs. Viva cada dia plenamente." Briar assentiu, embora uma sombra cruzasse seu rosto. Ela ansiava por algo mais do que a gaiola dourada do jardim.

Sleeping Beauty — page 4

No seu décimo sexto aniversário, enquanto Asteria preparava um grande banquete, Briar vagou para um canto esquecido do Jardim Pétala de Sol. Um carvalho imponente, antigo e retorcido, estava de sentinela, seus galhos pesados de segredos. Escondida sob suas raízes, ela descobriu um barracão há muito abandonado, com a porta entreaberta.

Sleeping Beauty — page 5

Impulsionada por uma curiosidade que não conseguia explicar, Briar empurrou a porta que rangia. Lá dentro, partículas de poeira dançavam na luz fraca que filtrava pelas frestas nas paredes. No centro da sala, havia uma antiga roca de fiar, com seu fuso brilhando ameaçadoramente. "Que estranho", ela sussurrou, atraída para ela como se por um fio invisível.

Sleeping Beauty — page 6

Ignorando uma incômoda sensação de mal-estar, Briar estendeu a mão e tocou o fuso. Instantaneamente, uma dor aguda atingiu seu dedo, e o mundo ao seu redor começou a girar. Ela tropeçou para trás, um suspiro escapando de seus lábios, enquanto o galpão se dissolvia em um turbilhão de sombras.

Sleeping Beauty — page 7

Astéria, ouvindo a comoção, correu para o galpão apenas para encontrar Briar imóvel, com uma serenidade antinatural no rosto. Tomada pela dor, Astéria soluçou: "Minha querida Briar, o que você fez? Não posso te perder." As boas fadas, Bloom, Zéfir e Lumina, apareceram, com os rostos marcados pela tristeza.

Sleeping Beauty — page 8

"Não podemos desfazer a maldição", sussurrou Bloom, "mas podemos suavizar seu impacto." Zephyr continuou: "Que todo o reino caia em sono com ela, até que o amor verdadeiro a desperte." Lumina assentiu, seus olhos brilhando com uma resolução determinada. Com um aceno de suas varinhas, o Jardim Pétala de Sol foi envolvido em um sono encantado.

Sleeping Beauty — page 9

Séculos se passaram como sementes de dente-de-leão ao vento. Espinhos cresceram densos e intransponíveis, escondendo o reino adormecido. Um dia, uma jovem Seedfolk chamada Elara, cujo coração batia com curiosidade e coragem, ousou aventurar-se além dos caminhos familiares de seu próprio jardim, lembrando-se do conto de sua avó: "A paciência é amarga, mas seu fruto é doce", como disse Jean-Jacques Rousseau.

Sleeping Beauty — page 10

Guiada por um leve sussurro no vento, Elara seguiu um caminho quase invisível através dos espinhos até alcançar o antigo galpão. Lá, ela encontrou Briar, ainda radiante, ainda dormindo. Um beijo gentil, nascido da admiração e da esperança, quebrou a maldição. O Jardim Pétala de Sol se agitou, e uma nova era de compreensão e conexão começou. E assim, o reino soube: a paciência revela a beleza mesmo nos emaranhados mais impenetráveis.