The Black Bull of Norroway

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Nas cavernas de cristal ecoantes de Norroway, vivia uma donzela chamada Elina, conhecida por sua curiosidade inabalável, mas assombrada por uma profecia: casamento com uma besta. Uma maldição sombria havia caído sobre a terra, sussurrava-se que seria quebrada apenas pelo sacrifício do amor verdadeiro. O ar zumbia com uma tristeza antiga, e nas cavernas mais profundas, o Touro Negro vagava, um símbolo de terror e esperança. A velha Elina sabia apenas uma coisa: sua vida nunca seria só dela.

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Os dias de Elina eram passados explorando as cavernas labirínticas. Suas únicas companhias eram os ecos sussurrantes e o ocasional brilho de musgo bioluminescente. Um dia, ela tropeçou em uma gruta escondida. Lá, aninhado entre os cristais, jazia um espelho de prata manchado. Ela o pegou, e uma voz ecoou: "Olhe de perto, criança. O que você realmente deseja?"

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Enquanto Elina olhava para o espelho, uma visão apareceu. Ela viu um príncipe, preso na forma do Touro Negro, com os olhos cheios de tristeza. "Ele está preso, assim como nós", Elina murmurou, seu coração doendo pelo príncipe invisível. Uma nova determinação surgiu em suas veias. "Mas eu encontrarei um caminho", ela sussurrou na caverna silenciosa.

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Impulsionada por sua visão, Elina procurou o habitante mais antigo da caverna, um eremita envelhecido chamado Silas. Ele vivia em uma caverna cheia de ervas estranhas e fungos luminosos. "Silas, fale-me do Touro Negro", ela implorou, sua voz ecoando na caverna. "Como a maldição pode ser quebrada?"

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Silas acariciou a barba, os olhos cheios de conhecimento ancestral. "O coração do Touro é guardado por três encantamentos", ele sussurrou. "Cada um exige um sacrifício. O primeiro, sua posse mais valiosa." Elina agarrou o espelho de prata. Poderia ela abrir mão da única janela para sua própria verdade, por mais aterrorizante que fosse?

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"Como Franklin Roosevelt disse uma vez, 'A única coisa que temos a temer é o próprio medo'", Elina declarou, entregando o espelho a Silas. "Eu escolho não temer o desconhecido." O espelho brilhou intensamente e então se estilhaçou em pó, girando ao redor deles como poeira estelar. Silas assentiu, um raro sorriso adornando seus lábios.

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"O segundo sacrifício", Silas continuou,

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Ela fechou os olhos, imaginando o rosto da mãe pela última vez. A memória se desvaneceu, substituída por um vazio silencioso. "Está feito", ela sussurrou, a voz quase inaudível. Silas colocou a mão em seu ombro. "O sacrifício final", ele disse, "sua voz. Só então você poderá falar com o Touro e quebrar a maldição."

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Elina aventurou-se na caverna mais profunda, onde o Touro Negro vagava. Ela parou diante da fera, com o coração batendo forte, incapaz de falar. Em vez disso, estendeu a mão, oferecendo-lhe um único cristal branco que carregava desde a infância. O Touro abaixou a cabeça, os olhos cheios de uma profunda tristeza.

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Assim que o Touro tocou o cristal, uma luz ofuscante irrompeu. A fera transformou-se no príncipe, seus olhos encontrando os de Elina com gratidão. A maldição estava quebrada. Elina havia sacrificado seus bens, suas memórias e sua voz — apenas para encontrar seu verdadeiro amor e seu verdadeiro eu. A luz das cavernas de cristal, antes fraca, agora brilhava mais do que nunca, refletindo a verdade de que, às vezes, o que abrimos mão é o que nos torna completos.