The Boy Who Had an Eating Match with a Troll

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Numa floresta onde até os esquilos usavam óculos para ler seus volumosos tomos, vivia um menino chamado Bram. Bram era conhecido em toda a floresta por seu apetite insaciável, um desejo que superava até mesmo o mais faminto texugo. Um dia, chegou a Bram a notícia de um troll temível, Grok, que guardava as Cavernas Sussurrantes, um troll famoso não apenas por sua força, mas também por seu estômago sem fundo. Dizia-se que Grok possuía uma despensa mágica, sempre cheia, desafiando qualquer um a superá-lo na comida — um desafio que Bram não podia resistir, pois prometia tanto glória quanto o fim de sua fome perpétua.

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Velho Texugo Hemlock, um texugo enrugado com óculos precariamente equilibrados no nariz, tentou dissuadir Bram. "'A jornada de mil milhas começa com um único passo'", Hemlock sibilou, citando Lao Tzu enquanto ajustava seus óculos. "Mas alguns passos levam a trolls com estômagos sem fundo. A fome de Grok não é meramente física, Bram, é um símbolo de ganância insaciável. É melhor contentar-se com o que você tem!" Bram, no entanto, já estava a meio caminho das cavernas, seu estômago roncando mais alto que os avisos de Hemlock.

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Bem no fundo da floresta, Bram descobriu uma visão peculiar: um aglomerado de cogumelos luminescentes, seus chapéus brilhando com uma luz misteriosa. Uma velha e sábia coruja empoleirada por perto, seus olhos brilhando na luz fraca. "Esses são 'Cogumelos da Verdade'", a coruja piou suavemente, "Eles revelam a verdadeira natureza das coisas. Coma um, e você se verá como os outros o veem." Bram hesitou, dividido entre a fome e um medo repentino de autoconhecimento. Os cogumelos pareciam pulsar com uma luz interior, acenando e alertando-o ao mesmo tempo.

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Impulsionado por sua fome insaciável, Bram ignorou o aviso implícito da coruja e devorou um Cogumelo da Verdade. Uma onda de tontura o dominou. Ele cambaleou para trás, apertando o estômago enquanto uma visão florescia em sua mente: Ele se via não como um comilão robusto e aventureiro, mas como um menino glutão e irrefletido, sua fome interminável consumindo tudo em seu caminho, não deixando nada para os outros. Envergonhado, Bram jurou mudar.

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Chegando às Cavernas Sussurrantes, Bram encontrou Grok, um troll corpulento com uma barriga que esticava sua túnica esfarrapada. "Então, você veio me desafiar?", Grok trovejou, sua voz ecoando pela caverna. "Espero que tenha trazido um apetite maior do que seu cérebro!" Diante deles, havia uma mesa carregada com comida além da imaginação: montanhas de carne, rios de cerveja e tortas infinitas. "O teste é simples", Grok sorriu, "Coma tudo o que eu comer! Se você perder... você se tornará parte da refeição!"

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A competição de comida começou. Grok devorou montanhas de comida com selvagem alegria, ossos de carne voando, cerveja espirrando por todo lado. Bram, lembrando-se da visão do Cogumelo da Verdade, comeu devagar, cuidadosamente. Ele observou os olhos de Grok arregalarem, seu rosto ficar mais vermelho, sua respiração mais pesada a cada mordida. Bram percebeu que a fome de Grok não era sobre satisfação; era uma necessidade desesperada de preencher um vazio interior. "Talvez 'a vida não examinada não valha a pena ser vivida'", pensou Bram, recordando as sábias palavras de Sócrates.

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A glutonaria de Grok continuou, mas uma mudança ocorreu em Bram. Em vez de tentar igualar Grok mordida a mordida, ele começou a oferecer ao troll palavras de bondade e encorajamento gentil. "Não é a carne que sustenta o homem, mas suas palavras,

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Grok fez uma pausa, com uma torta meio mastigada na mão, e as lágrimas começaram a brotar em seus olhos. "Ninguém... nunca foi gentil com Grok...", ele murmurou, a voz embargada pela emoção. A montanha de comida diante dele de repente pareceu repulsiva. Ele a empurrou para longe, seu corpo enorme tremendo com soluços. "Eu... eu não quero mais comer."

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Bram guiou Grok para fora das Cavernas Sussurrantes, para longe da despensa infinita e para a floresta ensolarada. Juntos, eles começaram a compartilhar a comida com as outras criaturas, os esquilos, os texugos, até mesmo as corujas velhas e rabugentas. Grok, pela primeira vez em sua longa vida, sentiu uma sensação de realização que nenhuma quantidade de comida poderia proporcionar. E Bram, finalmente satisfeito, entendeu que a verdadeira fome só poderia ser saciada pela bondade e pelo compartilhamento.

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E assim, o menino que ousou desafiar a fome de um troll descobriu que a verdadeira riqueza não reside no consumo interminável, mas na generosidade ilimitada de um coração pleno. A despensa na caverna nunca estava cheia porque existia apenas para preencher o vazio interior.