The Girl Without Hands

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Em um vilarejo aninhado nas costas de um gigante adormecido, onde sonhos se misturavam com a realidade, viviam um lenhador, sua filha inocente, Anya, e um diabo disfarçado de homem rico. Anya, conhecida por sua bondade, viu-se presa em um pacto perverso, suas mãos o preço da prosperidade fugaz de seu pai. Mas o espírito de Anya era inquebrável, e sua jornada abriria um caminho através da escuridão em direção a uma luz de sua própria criação. Poderia a bondade triunfar quando testada por uma grande perda?

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O machado do lenhador cantava pelas árvores, cada golpe uma oração por dias melhores. "Pai, por que o senhor parece tão preocupado?", perguntou Anya, sua voz como o suave tilintar de sinos. Ele suspirou, enxugando o suor da testa. "O diabo exige uma promessa... um preço terrível para aliviar nossa pobreza."

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"Que preço, Pai?" A voz de Anya tremeu um pouco. Ele se virou, incapaz de encará-la. "Ele exige o que está atrás do moinho." Anya franziu a testa. "Mas Pai, é o nosso pomar de maçãs! É só... árvores."

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Naquela noite, uma figura envolta em sombras chegou. "Seu pagamento está atrasado", o diabo sibilou, seus olhos brilhando como ouro polido. Anya, escondida atrás de uma árvore, ofegou. Seu pai gaguejou: "Eu... eu não posso." O diabo sorriu, uma expressão cruel e cintilante. "Então eu levarei o que é mais precioso para você."

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Quando o diabo se aproximou, Anya saiu correndo, com as mãos estendidas em protesto. Ele rosnou,

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Rejeitada e abandonada, Anya vagou pela floresta, um lugar onde as sombras dançavam e sussurros eram levados pelo vento. Espinhos rasgavam seu vestido. A fome roía seu estômago. No entanto, em seu coração, uma força silenciosa florescia. "Eu vou sobreviver", ela murmurou, sua voz ecoando na floresta silenciosa.

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Anos se passaram. Anya, agora uma jovem mulher, encontrou refúgio em uma ermida escondida. Ela aprendeu a cuidar do jardim com seus braços, extraindo vida do solo. Um dia, um príncipe, perdido na floresta, deparou-se com seu santuário. "Quem é você?", ele perguntou, sua voz cheia de admiração.

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"Eu sou Anya", ela respondeu, com os olhos cheios de uma graça tranquila. "E qual é a sua história?", perguntou o príncipe, intrigado com a serenidade dela e o mistério em torno de suas mãos perdidas. Ela hesitou, então contou a ele sobre o pacto com o diabo e seu sacrifício. O príncipe olhou para Anya com profundo respeito e amor.

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O príncipe, comovido pelo espírito dela, procurou o diabo. Ele o desafiou para um jogo de adivinhas, cujo prêmio seriam as mãos de Anya. O diabo, confiante em seu engano, concordou. Mas o príncipe, guiado pela sabedoria de Anya, respondeu a todas as adivinhas corretamente. O diabo uivou de fúria e, num clarão de luz, as mãos de Anya foram restauradas.

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Anya e o príncipe voltaram para o vilarejo, com as mãos inteiras novamente. O poder do diabo estava quebrado, sua influência banida. "A escuridão não pode expulsar a escuridão: só a luz pode fazer isso. O ódio não pode expulsar o ódio: só o amor pode fazer isso", ela anunciou, citando Martin Luther King Júnior. A bondade de Anya, antes uma fraqueza aos olhos do diabo, havia se tornado sua maior força, um farol para todos que viviam nas costas do gigante adormecido. E o vilarejo conheceu a verdadeira paz.