The Master Cat

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Numa caverna de cristal que ecoava melodias perdidas viviam três irmãos: Sir Reginald, o cavaleiro fanfarrão; Bartholomew, o rico mercador; e Hans, o mais jovem, herdando apenas Mitzi, uma gata de astúcia misteriosa. O testamento de seu pai havia dividido suas posses de forma desigual, deixando Hans a se perguntar se a fortuna favorecia apenas os ousados e os ricos. Mas a caverna de cristal guardava segredos, e Mitzi era mais do que apenas uma gata.

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Hans suspirou, acariciando o pelo macio de Mitzi. "De que adianta um gato, Mitzi? Reginald tem a terra, Bartholomew o ouro, e eu... eu tenho ecos." Mitzi ronronou, seus olhos esmeralda brilhando. Ela saltou do colo dele e se espreguiçou, então falou, sua voz suave como seda: "Paciência, Hans. Eu tenho um plano, mas você deve confiar em mim implicitamente."

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"O rei adora pássaros raros", Mitzi declarou, girando a cauda. "Ouvi isso dos morcegos, quando fui procurar comida ontem. Junte alguns dos cogumelos luminosos da caverna, diga aos guardas que você tem um presente para o rei, e eu farei o resto." Hans, embora cético, confiava na estranha sabedoria da gata. Ele colheu os cogumelos brilhantes, a luz deles lançando um brilho etéreo em seu rosto.

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No castelo, Mitzi se adiantou, um brilho orgulhoso em seus olhos cor de esmeralda. Ela apresentou os cogumelos, alegando que eram de uma espécie rara encontrada apenas nas terras do "Marquês de Carabás". O rei, Alaric, um homem jovial com uma risada estrondosa, ficou imediatamente intrigado. "Carabás, você diz? Nunca ouvi falar de tal título!", ele bradou. Hans fez uma reverência profunda, mantendo seu verdadeiro nome em segredo.

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Mitzi continuou sua farsa, levando o rei a uma caçada pelos campos próximos, alegando que estes também pertenciam ao "Marquês de Carabás". Os fazendeiros, intimidados pelas garras afiadas e sussurros persuasivos de Mitzi, entraram no jogo. Bartolomeu, observando à distância, zombou. "Camponeses tolos. O ouro é a única verdadeira medida de valor."

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A notícia da riqueza do "Marquês de Carabás" chegou aos ouvidos de um ogro recluso que vivia em uma fortaleza próxima, assustando os moradores do vilarejo. Mitzi, corajosa como sempre, aproximou-se sozinha da fortaleza. "Ouvi dizer que você pode se transformar em qualquer criatura", ela ronronou, lisonjeando o ogro. "Mas, certamente, nem mesmo você pode se tornar algo tão pequeno quanto um rato."

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O ogro, consumido pelo orgulho, prontamente se transformou em um minúsculo rato. Num piscar de olhos, Mitzi atacou, encerrando o reinado de terror do ogro. Quando o rei chegou, Mitzi apresentou a fortaleza como mais uma posse do "Marquês de Carabás". "De fato", disse Hans, lembrando-se de uma citação. "Como Franklin disse uma vez, nada pode deter o homem com a atitude mental certa de alcançar seu objetivo; nada na terra pode ajudar o homem com a atitude mental errada".

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O rei Alarico, completamente impressionado, ofereceu a Hans a mão de sua filha, a princesa, e um lugar ao seu lado no trono. Reginald e Bartholomew, testemunhando a ascensão repentina de Hans, foram tomados pela inveja e pelo arrependimento. "Nós o julgamos muito rápido", murmurou Reginald. "Nós valorizamos as coisas erradas", admitiu Bartholomew, segurando seu ouro com menos força.

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Hans, agora um príncipe, nunca esqueceu suas origens humildes. Ele governou com bondade e sabedoria, lembrando-se das lições aprendidas na caverna de cristal. Mitzi, sempre ao seu lado, continuou a oferecer seus conselhos inteligentes. Ele entendeu que a verdadeira riqueza não estava em terras ou ouro, mas na capacidade de ver o valor no que parecia não ter valor.

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E assim, Hans, o irmão mais novo, antes considerado o menor, provou que a inteligência e a bondade valem mais do que terras ou ouro, e que mesmo um gato aparentemente comum pode ser o senhor do próprio destino. A caverna de cristal, que não era mais um lugar de ecos, ressoava com a melodia de um reino justo e próspero.