The Master Maid

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Em meio a uma nebulosa rodopiante de nuvens cor-de-rosa e rios de poeira estelar, erguia-se a reluzente Estação Chromatica, um farol de esperança e dificuldade. Ali vivia Elara, a diligente Mestra de Limpeza, presa a um contrato cruel, e o enigmático Mestre da Estação, cujos desejos eram tão ilimitados quanto o cosmos. O destino deles, entrelaçado com provações de lealdade e o brilho sedutor do ouro espacial, prometia uma dança celestial de devoção e engano.

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Elara esfregava a baía hidropônica, com as mãos em carne viva. "Mais um dia, mais um convés", ela murmurou. Seu contrato, herdado de sua falecida mãe, a prendia a sete anos de serviço ingrato. "Mas como Sêneca disse, 'Todo novo começo vem do fim de algum outro começo.' Essa labuta deve levar a algo melhor", ela pensou, seu olhar vagando para o brilho distante de uma nebulosa.

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Uma voz áspera trovejou: "Elara! O Chefe da Estação quer você no Repositório de Ouro. Agora!" Era Kael, o capataz ranzinza da estação, conhecido por sua ganância. O coração de Elara afundou. O Repositório estava cheio de ouro espacial bruto, o recurso mais precioso da estação. Ser convocada para lá significava... problemas.

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O Chefe da Estação, um homem magro com olhos como obsidiana polida, caminhava diante de uma montanha de ouro cintilante. "Elara, minha cara", ele sussurrou, "tenho uma tarefa. Um teste, se quiser. Você consegue separar este ouro por nível de pureza?" Ele gesticulou para a enorme pilha. "Falhar... não é uma opção."

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"O ouro é misturado com cristais de Telúrio", Kael sibilou, observando Elara das sombras. "Alguns desses poderiam te comprar a liberdade do seu contrato." Ele jogou um pequeno cristal brilhante na direção dela. "Ninguém jamais saberia."

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Elara hesitou, o cristal pesado em sua mão. Ela olhou para as costas do Mestre da Estação, depois de volta para a tentadora oferta de Kael. "Não", disse ela, a voz trêmula, mas firme. "Este ouro pertence à estação." Ela colocou o cristal de volta na pilha, o coração batendo forte.

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O Chefe da Estação virou-se, um leve sorriso brincando em seus lábios. "A honestidade é uma mercadoria rara, Elara. E mais valiosa do que todo o ouro do Repositório. Eu estive observando você." Ele estalou os dedos, e o ouro desapareceu, substituído por uma única semente.

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"Esta semente", explicou o Mestre da Estação, "contém o código para reescrever seu contrato. Mas ela só florescerá se plantada em um lugar de verdadeira devoção." Kael avançou para pegar a semente, rosnando: "Aquele contrato é meu!" Ele agarrou o braço de Elara.

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Elara se soltou e correu em direção à baía de hidroponia, Kael logo atrás dela. Ela mergulhou a semente no solo da planta mais antiga, um lírio espacial luminescente que sua mãe havia cultivado. O lírio pulsou com luz, e a semente desapareceu.

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O Chefe da Estação apareceu, segurando um contrato reescrito. "Verdadeira devoção não é servidão, Elara. É honrar o que você valoriza." Ele sorriu. "E o que você nutre." Enquanto a luz da nebulosa tocava a estação, Elara olhou para o lírio crescente, finalmente livre. O lírio espacial brilhava mais forte, sua luz refletindo-se pela Estação Chromatica e sobre a mulher que havia nutrido lealdade ao verdadeiro tesouro.