The Nixie of the Mill-Pond

The Nixie of the Mill-Pond — cover The Nixie of the Mill-Pond — page 1

No coração de uma árvore antiga que mudava com as estações, onde ficava a Academia Enraizada, viviam Elara, filha de um moleiro, conhecida por sua bondade; Anselm, filho de um rico mercador, sobrecarregado pela ganância; e uma misteriosa Nixie, ligada ao Lago do Moinho Sussurrante. Ansiando por liberdade, a Nixie ofereceu um acordo, um teste de caráter que alteraria para sempre suas vidas. O lago do moinho, refletindo o céu como um espelho escuro, guardava segredos sussurrados apenas ao vento, prometendo tanto fortuna quanto ruína.

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Os dias de Elara eram passados cuidando do moinho, seu coração contente com alegrias simples. Anselm, no entanto, sonhava apenas com riquezas, seus olhos constantemente procurando por oportunidades. Certa tarde, enquanto Elara cantava perto do lago, ela notou um brilho cintilante debaixo da água. Uma voz, como o farfalhar dos juncos, sussurrou: "Ajude-me, e eu concederei o desejo do seu coração."

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"Quem fala?", Elara perguntou, assustada, mas sem medo. A voz continuou: "Eu sou a Nixie, presa neste lago. Liberte-me, e você terá riquezas além da imaginação." Elara hesitou, seu olhar vagando em direção à distante Academia Enraizada e às lições de honestidade que aprendera lá. "O que devo fazer?"

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A Nixie instruiu: "Lance sua posse mais valiosa na água. Só então o feitiço será quebrado." Anselmo, ouvindo, zombou: "Garota tola! Eu mesmo farei isso e reivindicarei a recompensa." Ele se aproximou do lago, segurando uma caixa de música banhada a ouro — a posse mais valiosa de seu pai. Ele estava pronto para jogá-la, quando Elara o interrompeu: "Pense bem, Anselmo! Como Aristóteles disse: 'O valor último da vida depende da consciência e do poder da contemplação, e não da mera sobrevivência.' Esse ouro vale mais do que todo o resto?"

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Anselmo empurrou Elara para o lado. Ele jogou a caixinha de música no lago. A água onduou, depois acalmou. Nenhuma Nixie apareceu. "Um truque!", Anselmo rugiu, enfurecido. Das profundezas, a voz da Nixie ecoou: "Você oferece ganância por ganância. Seu prêmio é nada." Ela então ofereceu a Elara um teste: recuperar uma única e específica pedrinha das profundezas do lago.

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Elara conhecia cada pedrinha no lago. Fazia parte do seu cuidado com o moinho. Por três dias ela procurou, mergulhando fundo, guiada apenas pelo tato e pela memória. Exausta e tremendo, ela quase desistiu. Então, ela se lembrou das palavras de Helen Keller: "Embora o mundo esteja cheio de sofrimento, ele também está cheio da superação dele." Ela encontrou uma pedrinha lisa e cinza com um minúsculo cristal de quartzo incrustado.

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Elara emergiu, ofegante, e apresentou o seixo ao lago parado. A água agitou-se, e a Nixie surgiu, uma figura de beleza etérea, seus longos cabelos esvoaçantes da cor do lodo do lago. "Você me mostrou verdadeira bondade, não ganância", declarou a Nixie. "Você pode pedir o que quiser."

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"Eu não desejo nada para mim", Elara respondeu. "Apenas que você seja libertada desta prisão." A Nixie sorriu. "Sua bondade é sua recompensa. Ao escolher a liberdade para outro, você se liberta." Com um último redemoinho de água, a Nixie desapareceu, o lago agora calmo e claro.

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Anselmo, humilhado pelos acontecimentos, aproximou-se de Elara. "Aprendi uma lição valiosa. Minha ganância me cegou." Ele se ajoelhou, oferecendo a Elara suas moedas restantes. "Por favor, pegue-as. Eu não as mereço." Elara olhou para ele, com um sorriso gentil no rosto, e disse: "Não. Mas use-as para ajudar os necessitados."

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Elara continuou a cuidar do moinho, com o coração cheio de uma alegria tranquila. Anselm, para sempre mudado, usou sua riqueza para ajudar os pobres e corrigir seus erros. O Lago do Moinho Sussurrante permaneceu um lugar de reflexão, lembrando a todos que as verdadeiras riquezas não estão no ouro, mas na bondade e na liberdade dos outros, como uma vez disse Mahatma Gandhi: "A melhor maneira de se encontrar é perder-se a serviço dos outros".