The Princess on the Glass Hill

The Princess on the Glass Hill — cover The Princess on the Glass Hill — page 1

Em um reino tocado pela magia e obscurecido pela dúvida, viviam três príncipes, cada um disputando um prêmio além do ouro: a mão de uma princesa tão bela quanto a luz das estrelas. Mas o caminho para o coração dela não era pavimentado com joias, e sim uma escalada perigosa até a Colina de Vidro. Um era corajoso, outro era astuto, e o terceiro, chamado Espen, era conhecido apenas por sua bondade.

The Princess on the Glass Hill — page 2

Os irmãos de Espen zombavam de sua natureza gentil. "Você nunca vai conquistá-la com flores, irmão", o primeiro príncipe bradou, ajustando seu capacete. "Ela quer um herói, não um jardineiro!" O segundo príncipe sorriu maliciosamente, puxando sua capa. "De fato, ela quer inteligência e astúcia. Não, certamente, bondade." Espen suspirou. Ele sabia que eles não acreditavam nele.

The Princess on the Glass Hill — page 3

Vagando pela floresta ao pé da colina, Espen tropeçou em uma velha, com o rosto marcado por rugas e os olhos como poços de sabedoria. "Perdido, jovem príncipe?", ela grasnou, apoiando-se em um cajado de madeira retorcido. "Eu procuro a princesa, mas temo que me falte força ou astúcia para conquistá-la." A velha sorriu, sabendo. "Às vezes, o que parece fraqueza é a maior força de todas."

The Princess on the Glass Hill — page 4

A velha então o presenteou com uma maçã dourada, um símbolo de sorte, um cabresto, um presente que lhe permitia domar qualquer corcel, e uma armadura brilhante de prata.

The Princess on the Glass Hill — page 5

Montando seu corcel, um magnífico garanhão branco, Espen começou sua escalada pela Colina de Vidro. Seu irmão havia dito que ele tinha que ser um herói, era o único caminho para o coração da Princesa. Escorregadia como gelo, a colina desafiava até os cavaleiros mais fortes. Muitos tentaram, mas todos escorregaram de volta. Espen, no entanto, manteve-se firme, seu garanhão com passos seguros.

The Princess on the Glass Hill — page 6

Ao atingir um platô, Espen teve uma visão da princesa parada no cume. Mas, ao tentar alcançá-la, a maçã dourada escorregou de suas mãos e rolou colina abaixo. Desolado, ele a observou cair, sua chance aparentemente perdida. "Ah, não!", disse em voz alta.

The Princess on the Glass Hill — page 7

De volta à floresta, a velha o cumprimentou.

The Princess on the Glass Hill — page 8

No dia seguinte, Espen decidiu não focar no prêmio, mas se deleitar na jornada. Mais uma vez, ele escalou a Colina de Vidro. Ele parou para ajudar um cavaleiro caído, oferecendo-lhe uma palavra gentil. Ele compartilhou água com um viajante cansado. Esses pequenos atos, embora atrasassem sua subida, o preencheram com uma leveza que ele nunca havia sentido antes.

The Princess on the Glass Hill — page 9

Ao chegar ao cume, Espen descobriu que a princesa não estava impressionada com sua velocidade, mas tocada pela gentileza que ele demonstrara ao longo do caminho.

The Princess on the Glass Hill — page 10

E assim, Espen, o príncipe conhecido por sua bondade, conquistou não apenas uma princesa, mas um reino, governando com mão gentil e coração generoso. Ele aprendeu que a verdadeira força não reside em conquistar, mas em cuidar. E o reino soube, a ganância não lhes havia dado nada, mas a bondade lhes havia dado tudo.