The Robber Bridegroom

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Elara, a filha do faroleiro, sonhava com mais do que o mar sem fim. Alaric, um viajante com olhos como a floresta sombria, ofereceu a ela um vislumbre desse mundo. Maeve, a mãe de Elara, sentia uma escuridão agarrada a ele como a névoa do mar. Esta é a história de uma jornada em busca de ouro, um banquete de casamento escondido e um segredo que ou ligaria Elara a um destino terrível ou finalmente a libertaria.

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Em uma manhã encoberta pela neblina, Alaric chegou ao farol, seu navio uma silhueta escura contra o céu perolado. "Busco abrigo da tempestade", disse ele, sua voz suave como pedra polida. Elara, cativada por suas histórias de terras distantes e cidades movimentadas, ofereceu-lhe calor e comida. "O mundo é um livro, e aqueles que não viajam leem apenas uma página", declarou ele, citando Santo Agostinho, enquanto lhe entregava uma bússola de madeira intrincadamente esculpida.

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"Minha mãe me alerta para não confiar em estranhos", Elara admitiu, segurando o compasso com força. "Ela diz que o ouro cega os homens para o que realmente importa." Alaric zombou, uma sombra cruzando seu rosto. "O ouro é meramente uma ferramenta, Elara, para a liberdade e o poder. Eu lhe ofereço ambos." Ele propôs casamento, prometendo uma vida de luxo longe do farol solitário.

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Maeve implorou a Elara: "Ouça seu coração, minha filha. Eu vi um reflexo sombrio nos olhos dele, como uma floresta escondendo coisas terríveis." Mas o desejo de aventura de Elara abafou a sabedoria de sua mãe. Ela concordou em se casar com Alaric, marcando a data do casamento em sua grande propriedade, nas profundezas da sombria Floresta Blackwood.

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A jornada até a propriedade de Alaric foi longa e cheia de perigos. Quanto mais fundo eles viajavam na Floresta Blackwood, mais escuras e retorcidas as árvores se tornavam. Alaric, cavalgando à frente em um garanhão negro, parecia deleitar-se na escuridão. "O medo é um instinto natural", ele proclamou, olhando para ela com olhos brilhantes. "Mas eu digo: 'a sorte favorece os audazes'."

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Enquanto cavalgavam, Elara notou estranhas marcas nas árvores – símbolos que a gelaram até os ossos. Ela viu ossos espalhados pelo chão da floresta e ouviu sussurros inquietantes levados pelo vento. Quando se virou para Maeve, a mulher mais velha havia sumido.

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Ao chegar à propriedade, Elara não encontrou um grande castelo, mas uma cabana dilapidada e manchada de sangue. Um grupo de homens de aparência rude, com rostos cicatrizados e cruéis, cumprimentou Alaric com aplausos selvagens. Alaric revelou sua verdadeira natureza: um noivo ladrão, atraindo mulheres para a perdição.

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Eles a arrastaram para dentro, preparando-a para um banquete horripilante. "Ouro é poder, Elara", Alaric zombou, erguendo uma faca reluzente. "E você, minha querida, é meu prêmio." Elara lembrou-se da bússola que Alaric lhe dera de presente. Escondida dentro do cabo havia uma pequena agulha afiada. Seria sua única chance.

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Enquanto Alaric avançava, Elara usou a agulha para cortar suas amarras. Em um movimento rápido, ela esfaqueou Alaric. Os ladrões avançaram sobre ela. Enquanto a bússola caía de suas mãos, a floresta ficou estranhamente silenciosa.

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Elara, para sempre mudada, retornou ao farol, onde Maeve esperava. Embora o mar ainda se estendesse infinitamente, o coração de Elara agora abrigava tanto o anseio por aventura quanto a sabedoria para escolher seu próprio caminho. E assim, a filha do faroleiro encontrou sua verdadeira liberdade, não em ouro ou sonhos emprestados, mas na coragem de confiar em sua própria luz.