The Rose Tree

The Rose Tree — cover The Rose Tree — page 1

Numa biblioteca esquecida, onde histórias viviam dentro de tomos antigos, morava um viúvo, sua filha inocente e sua nova esposa, uma mulher com um coração tão frio quanto os cantos sombrios da biblioteca. A filha, gentil e amável, ansiava pelo calor de sua mãe, agora apenas uma memória. Mas a madrasta, consumida pelo ciúme e pela sede de ouro, via apenas uma rival para o afeto de seu marido. Mal sabiam eles, as sementes de um conto sombrio estavam sendo plantadas, um que floresceria em beleza e tristeza, entrelaçadas como espinhos e rosas.

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"Pai, posso cuidar do jardim?", perguntou a filha, a voz suave como o farfalhar das páginas ao redor deles. O viúvo sorriu, um raro sorriso, "Claro, minha querida. Sua mãe amava aquelas rosas." A madrasta bufou, sem ser ouvida, enquanto a filha pulava para fora, o coração mais leve que o volume mais pesado da biblioteca. Ela regou os arbustos de rosas, cantarolando uma melodia esquecida, seu toque gentil, extraindo vida da terra.

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"Por que ele a olha com tanto carinho?", a madrasta sibilou para a própria filha, uma garota mal-humorada com olhos de pedra. "Ela não passa de uma sombra do passado dele." A filha, vestida de cinza escuro, apenas encolheu os ombros. "Mãe, ele vai esquecê-la. Logo, todo o ouro será nosso."

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Um dia, enquanto a filha se curvava para podar um roseiral, a madrasta se aproximou sorrateiramente por trás dela. "Que flor linda", ela arrulhou, com a voz enganosamente doce. Antes que a garota pudesse se virar, a madrasta atacou, um golpe forte que silenciou o cantarolar para sempre. "Longe dos olhos, longe do coração", ela murmurou, enterrando o corpo sob a roseira.

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O viúvo retornou, procurando sua filha. "Onde ela está?", perguntou, com a testa franzida de preocupação. "Ela fugiu", mentiu a madrasta, com a voz pingando falsa preocupação. "Uma criança selvagem, nunca feliz aqui." Mas naquela noite, um pequeno pássaro branco pousou na roseira e cantou uma canção lamentosa: "Minha madrasta me matou, debaixo da roseira..."

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A madrasta, enfurecida, tentou espantar o pássaro, mas ele apenas cantou mais alto, sua melodia perfurando as paredes da biblioteca. O viúvo ouviu, uma percepção arrepiante surgindo em seus olhos. "Está falando a verdade, como disse Aristóteles: 'O valor último da vida depende da consciência e do poder da contemplação, e não da mera sobrevivência.' Minha filha sempre foi mais do que uma sobrevivente!"

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O pássaro voou até a janela da cozinha e deixou cair uma joia no colo da filha da madrasta. "Mais!", gritou a filha, consumida pela avareza. O pássaro retornou, deixando cair outra, depois outra, até que a filha, cega pela ganância, foi esmagada sob o peso das joias. A madrasta observou com horror, sua ambição transformada em cinzas.

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O pássaro voou de volta para a roseira e cantou um verso final: "Minha madrasta me matou, debaixo da roseira... agora a justiça está feita, e a rosa florescerá livre." O viúvo, com o coração pesado, aproximou-se da árvore. Ao tocar seu tronco, a terra tremeu, e a árvore se abriu, revelando sua filha, viva e radiante, segurando uma única e perfeita rosa.

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A madrasta, consumida pela culpa e pela perda, definhou, seu coração incapaz de suportar o peso de seus atos. Sua forma dissolveu-se em pó e foi levada pelo vento que sussurrava pelos corredores da biblioteca, um lembrete das coisas sombrias que podem criar raízes em um coração ciumento.

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O viúvo e sua filha continuaram a viver na biblioteca, cercados por histórias de esperança e tristeza. A roseira florescia eternamente, um lembrete de que, mesmo nos tempos mais sombrios, a bondade e a verdade sempre encontrarão uma maneira de florescer. E o ouro que ela cobiçava foi a própria coisa que a deixou sem nada, uma lição ecoando pelas prateleiras silenciosas.