The Seven Ravens

Era uma vez, dentro de um reino de globo de neve onde o inverno reinava eterno, vivia um moleiro chamado Wilhelm e sua esposa. A maior tristeza deles eram seus sete filhos, amaldiçoados a serem corvos. Apenas sua filha recém-nascida, a corajosa e engenhosa Gretel, poderia quebrar o feitiço. Mas o caminho para a redenção era repleto de perigos, testando sua coragem e amor contra a magia mais sombria.

"Mais um filho!", Guilherme havia gritado, anos atrás, sua voz carregada de desespero. Sua esposa chorava em silêncio. Uma parteira balançou a cabeça. "Sete filhos... é uma maldição, Guilherme! Não podemos mais batizá-los. A água benta ficou preta!" Os meninos fugiram, transformados em corvos no momento em que seus pais desesperados gritaram "Quisera eu que todos vocês fossem corvos!".

Anos depois, Wilhelm segurava sua filha recém-nascida. "Gretel", ele sussurrou. A bebê abriu seus grandes olhos cinzentos e olhou para ele. Ele olhou para sua esposa e depois de volta para Gretel. "Talvez... talvez haja uma maneira de desfazer a maldição." Ele sussurrou: "Gretel, você é nossa única esperança."

"Eu preciso encontrá-los", Gretel declarou, anos depois. Ela tinha ouvido seus pais discutindo a maldição e sentiu que era culpa dela. Ela arrumou um pouco de pão e água. Wilhelm tentou impedi-la, mas ela insistiu. "Como Helen Keller disse, 'A vida é uma aventura ousada ou nada'. Pai, esta é a minha aventura." Ela partiu em direção à floresta escura além da aldeia.

A floresta ficava mais escura a cada passo. Gretel estremeceu. O caminho desapareceu sob um tapete de folhas caídas. Ela ouviu um farfalhar nos galhos acima. Um corvo pousou em um galho próximo. "Irmão?", ela perguntou, a voz trêmula. O corvo inclinou a cabeça e então deixou cair uma pequena chave prateada a seus pés.

Gretel seguiu a chave. Depois de dias, ela chegou a uma imponente montanha de vidro. Era impossível escalar! Ela descobriu uma pequena porta escondida na base. A chave de prata encaixou perfeitamente. Uma passagem escura se abriu diante dela, prometendo perigo e esperança. Respirando fundo, ela entrou.

Lá dentro, ela encontrou um grande salão. Uma mesa estava posta com sete pratos encantados. Assim que Gretel provou algo em um deles, desapareceu. Ela pensou em seus irmãos, famintos por tanto tempo. Ela sussurrou: "Esperem por mim, irmãos. Não demorará muito até que todos vocês voltem à forma humana."

De repente, o salão se encheu com o som de asas batendo. Os sete corvos voaram para dentro, transformando-se em seus irmãos. Mas eles ainda estavam frágeis e fracos. Um disse: "Irmã, estamos presos. Somente o seu amor pode quebrar a maldição por completo." A luz começou a desaparecer ao redor deles.

Gretel percebeu o que tinha que fazer. Ela reuniu seus irmãos ao redor da mesa. Ela provou cada um dos pratos encantados, um por um, sentindo sua força diminuir. Assim que o último prato desapareceu, ela desabou. "Tenho orgulho de ter feito isso por vocês."

Gretel acordou. A maldição estava quebrada. Seus irmãos estavam fortes e saudáveis. Juntos, eles escalaram para fora da montanha de vidro. De volta ao globo de neve, o mundo lá fora cintilava. O sol rompeu as nuvens pela primeira vez em anos. O Moleiro e sua esposa choraram de alegria. Embora Gretel tenha arriscado tudo, seu amor trouxe luz ao mundo congelado deles. Às vezes, sacrifícios precisam ser feitos para alcançar o bem maior.