The Singing Bone

The Singing Bone — cover The Singing Bone — page 1

Em um mercado celestial onde mercadores trocavam clima engarrafado, viviam dois irmãos, Elian e Cassian. Elian, o mais velho, possuía uma língua de prata e um coração dourado de ambição. Cassian, quieto e contemplativo, criava melodias assombrosas em sua flauta de osso. Um irmão ansiava por riqueza, o outro buscava consolo, mas um ato sombrio entrelaçaria seus destinos com uma maldição mais antiga que as próprias nuvens.

The Singing Bone — page 2

Elian ansiava por mais do que bugigangas do mercado celeste. Ele ouviu sussurros de um tesouro enterrado na Floresta Sussurrante abaixo — ouro que diziam corromper o próprio ar ao redor. "Pense nisso, Cassian", disse Elian, com os olhos brilhando. "Ouro suficiente para comprar nossa própria ilha flutuante!"

The Singing Bone — page 3

Cassian, apesar de suas ressalvas, confiava em seu irmão. "O que é a ganância senão o desejo de ter mais do que se precisa?", Cassian afirmou, lembrando-se da sabedoria de Platão. Os irmãos desceram por cordas de seda de nuvem trançada em direção ao dossel esmeralda da Floresta Sussurrante, com o vento assobiando entre as árvores.

The Singing Bone — page 4

Mais e mais fundo eles se aventuravam na floresta, as árvores crescendo mais altas e as sombras se alongando. Logo, um brilho dourado chamou a atenção de Elian. "Ali!", ele exclamou, empurrando Cassian, ignorando a flauta de osso agarrada na mão de seu irmão. Um pequeno e ornamentado baú jazia semienterrado na base de uma árvore retorcida.

The Singing Bone — page 5

O baú transbordava com moedas de ouro cintilantes. Elian começou a encher os bolsos, ignorando os avisos de Cassian sobre os sussurros da floresta. "Isso é nosso agora!" Elian zombou, sacando uma adaga. "Não pretendo dividir!" Ele avançou sobre Cassian, impulsionado por uma sede de ouro que o consumia.

The Singing Bone — page 6

Com um golpe rápido, Elian silenciou Cassian. Ele deixou o corpo do irmão apodrecer entre as árvores, pegando todo o ouro para si. Ao se virar para sair, um som estranho ecoou pela floresta: uma melodia lamentosa tocada em uma flauta de osso.

The Singing Bone — page 7

De volta ao mercado celestial, Elian trocou o ouro por uma grande barraca e ventos engarrafados que fariam a sua vontade. No entanto, onde quer que fosse, ouvia a fraca melodia de uma flauta de osso. "A imaginação é mais importante que o conhecimento", zombou ele, citando Einstein, tentando ignorar a melodia arrepiante que o assombrava.

The Singing Bone — page 8

A melodia ficou mais alta, mais insistente. Um dia, um mercador real dos céus passou por ali, procurando um vento para encher suas velas. Elian apresentou sua melhor ventania engarrafada. Mas, assim que o mercador a abriu, a canção da flauta de osso atingiu o clímax. O vento gritou não de poder, mas do crime de Elian.

The Singing Bone — page 9

A multidão se voltou contra Elian, agarrando-o e expulsando-o do mercado flutuante. Ele despencou em direção à Floresta Sussurrante, o fraco som da flauta de osso a última coisa que ouviu.

The Singing Bone — page 10

A floresta o reivindicou, o ouro que ele cobiçava agora sem valor. O único som era o vento sussurrando entre as árvores, trazendo consigo o eco fraco e lamentoso de uma flauta de osso. E a ganância que alimentou a ambição de Elian tornou-se a própria coisa que o silenciou.