The Star Money

Em um reino sob as ondas, onde criaturas bioluminescentes pintavam o oceano em cores mutáveis, viviam duas irmãs: Coralia, uma garota gentil forçada à servidão, e Maris, sua cruel meia-irmã. Coralia, ao contrário de Maris, possuía um coração cheio de generosidade, uma característica que seria testada da maneira mais extraordinária. Um dia, ela aprenderia o valor da verdadeira riqueza, uma riqueza muito maior do que qualquer ouro. Mas primeiro, ela enfrentaria provações que sondariam as trincheiras mais profundas e escuras do oceano.

Coralia esfregava os pisos do palácio, com as mãos em carne viva. "Depressa, menina", Maris estalou, jogando um punhado de moedas brilhantes sobre a pedra molhada. "Preciso que essas pérolas sejam polidas antes que a maré mude." Coralia suspirou, seu olhar atraído para um pequeno cavalo-marinho ferido que se debatia por perto. Ela o pegou gentilmente, sussurrando: "Não se preocupe, pequenino; eu vou te ajudar."

Mais tarde, enquanto Coralia carregava uma pesada cesta de algas marinhas para as cozinhas reais, um velho e frágil tritão bloqueou seu caminho. "Por favor, criança", ele sussurrou, com os olhos nublados pela fome, "poupe um pedaço para uma alma faminta?" Coralia hesitou. Sua meia-irmã exigia obediência absoluta, mas o sofrimento do tritão pesava em seu coração. Ela enfiou a mão na cesta e ofereceu-lhe uma porção de algas marinhas, dizendo: "Aqui, isso é tudo o que tenho."

Maris descobriu o ato de bondade de Coralia. "Você ousa me desafiar?", ela gritou, arrancando dela os poucos e insignificantes enfeites que Coralia possuía. "Despachem-na!" Os guardas agarraram Coralia bruscamente, rasgando sua túnica já esfarrapada. "Agora você vai aprender", Maris sibilou, "que a bondade é uma fraqueza."

"Fora, sua desgraçada!" Maris gritou, empurrando Coralia para fora dos portões do palácio. "Veja aonde sua 'bondade' te leva nas trincheiras mais escuras!" Coralia tropeçou, lágrimas escorrendo pelo rosto enquanto era jogada no abismo frio e escuro além do reino. Um único peixe cintilante passou nadando, sua luz um conforto fugaz na escuridão avassaladora.

Sozinha e tremendo, Coralia chorava. Suas lágrimas se misturavam com a água fria do mar, e ao caírem, transformavam-se em estrelas-do-mar cintilantes, cada uma pulsando com uma luz suave e quente. Uma voz, gentil como a maré, ecoou: "Sua bondade não passou despercebida, criança. O que você deu agora retorna a você."

De repente, estrelas-do-mar choveram, agarrando-se às suas roupas esfarrapadas, transformando-se em moedas de ouro brilhantes. Pérolas caíram em cascata da água escura, cobrindo o leito do mar. Embora nua, ela era agora mais rica do que Maris jamais poderia ser, mas o peso da crueldade de sua irmã a feria. "Como Helen Keller disse uma vez: 'Embora o mundo esteja cheio de sofrimento, ele também está cheio da superação dele'", ela sussurrou para si mesma, lembrando as histórias que sua mãe lhe contava.

Ela poderia usar o dinheiro das estrelas para construir seu próprio reino, uma vida longe da tirania de Maris. Mas uma memória cintilou em sua mente: a fome do velho tritão, a dor do cavalo-marinho. Poderia ela realmente dar as costas para aqueles que sofriam? Ela sabia que não podia, a culpa a consumiria viva.

Coralia nadou de volta para o palácio, carregando sacos transbordando de dinheiro estelar. Ela não buscava vingança, mas justiça. Encontrou Maris festejando com sua corte, alheia ao sofrimento além de seus portões. Coralia abriu os sacos, cobrindo o palácio com ouro e pérolas, mas não para a ganância de Maris. Em vez disso, Coralia disse: "Esta riqueza é para os pobres, os doentes e os esquecidos do mar."

Coralia usou o dinheiro das estrelas para construir hospitais, fornecer alimentos e criar um reino de compaixão. Maris, despojada de seu poder e riqueza, caiu no esquecimento. E Coralia entendeu que a verdadeira riqueza não era medida em ouro, mas no amor e na gratidão daqueles a quem ela ajudava. Pois o reino do oceano sabia que, no final, a bondade traria mais a longo prazo do que a ganância jamais poderia.