The Swineherd

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Na grande e esquecida biblioteca, onde histórias viviam e respiravam, residia um Príncipe, despojado de seu título por um destino cruel. Ele se tornaria um porqueiro, um guardião de porcos, um papel muito abaixo de sua posição. Uma princesa, orgulhosa e bela, guardava a chave para a sua redenção, embora seu coração estivesse trancado mais apertado do que qualquer baú de tesouro. A questão pairava pesada: poderia o amor florescer na lama, ou o orgulho barraria para sempre a porta da felicidade?

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Antes da maldição, o Príncipe, cujo nome era Alaric, amava bugigangas. "Como Leonardo da Vinci disse", Alaric uma vez ponderou, polindo uma gaiola dourada, " "Fiquei impressionado com a urgência de fazer. Saber não é o suficiente; devemos aplicar." Eu devo fazer algo para impressionar o mundo com o meu brilho." Sua arrogância o cegou; ele valorizava o brilho do ouro mais do que o brilho nos olhos de um súdito leal.

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Então, uma feiticeira, disfarçada de mendiga, chegou aos portões do castelo. Ela ofereceu a Alaric uma rosa simples e murcha em troca de abrigo. Ele zombou: "Saia de perto de mim, criatura miserável!". A rosa murchou e virou pó, e uma sombra caiu sobre o rosto de Alaric. "Você valoriza a beleza acima da bondade", sibilou a feiticeira, sua forma mudando diante de seus próprios olhos. "Agora você aprenderá a humildade."

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"Oinc, oinc", grunhiram os porcos, e Alarico jogou a comida para eles. A princesa, visitando o chiqueiro por tédio, franziu o nariz com o cheiro. "Que rebaixamento, vossa alteza", ela zombou, tirando a lama de seu vestido impecável. "Talvez devesse tentar lustrá-los em vez de suas bugigangas."

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Um dia, Alarico tropeçou em um baú esquecido. Dentro, ele encontrou uma chaleira que cantava belas melodias quando colocada sobre o fogo. Ele montou uma pequena barraca para vender a água aquecida pela Chaleira Cantante. A Princesa, atraída pela música, aproximou-se da barraca. "Quanto custa uma xícara?", ela perguntou, com os olhos brilhando de curiosidade.

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Vendo o interesse dela, Alaric lembrou-se de um antigo brinquedo de corda. Ele passou semanas criando um pássaro mecânico que cantava junto com a chaleira. Quando o pássaro ficou pronto, a Princesa trocou uma dúzia de colares de joias por ele. Alaric, sabendo que estava sendo enganado, pegou as joias, seu desejo de vingança nublando seu julgamento.

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"Agora, escute", disse uma bibliotecária idosa e experiente, uma mulher chamada Agnes, enquanto apontava para o espelho, "isso só funcionará quando você realmente se aceitar". Ela lhe entregou um antigo espelho de mão. "Este espelho revela o verdadeiro coração de quem o segura. Se você o apresentar a ela, ela se verá como realmente é." Alaric aperta o espelho com força, caminhando em direção à Princesa.

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Alarico se aproximou da Princesa, os olhos dela semicerrados com desconfiança. Ele estendeu o espelho. "Veja-se", ele insistiu, a voz suplicante. Enquanto ela olhava para o vidro, seu belo rosto se contorceu em uma máscara grotesca de vaidade e ganância. Horrorizada, ela deixou cair o espelho, a imagem se estilhaçando junto com seu orgulho.

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Lágrimas escorriam pelo rosto da princesa. "O que eu me tornei?", ela soluçou, a voz cheia de remorso genuíno. Com essa admissão, a maldição da feiticeira se quebrou. Alaric se viu transformado de volta no príncipe que ele era, sua túnica carmesim restaurada. A princesa, sua beleza suavizada pela humildade, olhou para ele com um carinho recém-descoberto.

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Alaric aprendeu a valorizar a bondade acima do ouro, enquanto a Princesa entendeu que a verdadeira beleza reside no interior. Ele não buscava mais bugigangas. Não era um reino, mas uma conexão que realmente importava. E na biblioteca esquecida, eles viveram, não como Príncipe e Princesa, mas como iguais no amor.