The Three Army Surgeons

Na caprichosa cidade de Eldenwood, onde o aroma de pão recém-assado se misturava com sussurros de magia, viviam três cirurgiões militares: Elara, a curandeira veloz; Faelan, o reparador de ossos; e Sorin, o quieto herbalista. Cada um desejava reconhecimento, mas temia o fracasso. Mal sabiam eles, uma porta escondida dentro da padaria guardava a chave não apenas para seus desejos individuais, mas também para seu destino entrelaçado. Sua jornada testaria suas habilidades, sua coragem e sua própria definição de cura.

Elara ajustou os óculos, o cheiro de cardamomo pairando no ar. "Mais um dia, mais uma fornada de scones curativos", ela suspirou, seus dedos amassando a massa com destreza. Faelan riu, "Pelo menos não estamos costurando soldados o dia todo. Embora, consertar homens de gengibre quebrados tenha seus próprios desafios." Um brilho de metal chamou sua atenção, escondido em um velho livro de receitas: uma intrincada chave de latão.

"O que você supõe que isso destranca?", Faelan ponderou, virando a chave em suas mãos. Sorin, sempre observador, apontou para uma leve indentação na parede da padaria, escondida atrás de uma tapeçaria de trigo trançado. "Talvez", ele sugeriu, sua voz suave como folhas farfalhando, "seja uma porta para algo... mais."

Com um clique, a chave girou, e uma porta escondida abriu-se para dentro, revelando uma floresta escura. "Quem vai primeiro?", Elara perguntou, a voz mal audível. Faelan estufou o peito. "Eu irei. Um cirurgião não teme corte, seja carne ou galhos."

Mais fundo na floresta, uma videira espinhosa se enrolou no tornozelo de Faelan. Ele gritou, caindo no chão. Sorin ajoelhou-se ao lado dele, seus dedos traçando a ferida. "Este não é um espinho comum", ele murmurou, tirando um pequeno frasco. Elara avistou um brilho fraco sob uma raiz próxima. "O que é aquilo?"

Elara cuidadosamente desenterrou a erva. Ao erguê-la, sua luz revelou um lago escondido, sua superfície como um espelho. "Cuidado com o que você deseja", Sorin advertiu, lembrando as palavras de Sócrates: "'A vida sem reflexão não vale a pena ser vivida.' O que você vê nesse espelho mostrará seu verdadeiro eu, não o que você deseja ser."

Elara espiou a água, esperando ver a si mesma como uma curandeira renomada. Em vez disso, viu uma garota assustada, escondida atrás das saias da mãe. Faelan viu um homem quebrado, incapaz de curar as próprias feridas. Sorin viu apenas o vazio. "O que isso significa?", Faelan exigiu.

"Isso significa", Elara disse, sua voz ganhando força, "que estivemos tão focados em curar os outros, que esquecemos de nos curar." Ela se ajoelhou ao lado de Faelan e, em vez de usar a erva em sua ferida, a colocou em seu coração. Um calor se espalhou por ele, curando não seu tornozelo, mas seu espírito.

À medida que o espírito de Faelan se curava, Sorin soube o que fazer. Ele misturou a erva restante com água do lago, criando uma pomada. Quando Elara se olhou no espelho novamente, ela viu seu eu atual, forte e capaz. Juntos, eles curaram o tornozelo de Faelan, suas forças combinadas maiores do que qualquer cura individual.

Voltando à padaria, eles assaram um novo pão, infundido com a essência da floresta e o reflexo do lago. Não tinha gosto de cura, mas de completude. E assim, os cirurgiões do exército de Eldenwood aprenderam que a verdadeira cura não começa com ervas ou facas, mas com a coragem de se curar.