The Three Billy Goats Gruff

Sob as ruas de paralelepípedos de Grimhollow viviam três bodes: o pequeno Gruff, o médio Gruff e o grande Gruff, cada um conhecido por seu tamanho e, ainda mais, por seus apetites. Um troll sombrio chamado Grindle guardava a única ponte para os cintilantes Campos de Trevo, uma terra que, diziam os rumores, guardava banquetes além da imaginação. Os bodes, impulsionados por uma fome mais profunda do que qualquer caverna, sonhavam apenas em atravessar, um sonho sombreado pela ganância insaciável do troll.

O Pequeno Bode Bili tremeu ao se aproximar da ponte. "Estou com tanta fome", balouçou ele, sua voz mal um sussurro. "O trevo deste lado do abismo acabou!" Ele olhou para seus irmãos mais velhos, seus olhos cheios de um apelo desesperado por coragem.

"Espere!", Pequeno Gruff chamou ao ver uma luz fraca cintilando no chão da caverna. Ele saltou para uma poça estranha e reflexiva. Ao espiar, viu apenas seu rosto preocupado o encarando de volta. "Como Sócrates disse, 'Conhece-te a ti mesmo'", ele ponderou, lembrando-se das palavras de um antigo contador de histórias. "Talvez a resposta não seja o que encontramos sobre a ponte, mas o que levamos até ela."

Uma voz rouca ecoou de debaixo da ponte. "Quem vai lá, tropeçando nas minhas tábuas?" A sombra de Grindle esticou-se longa pelo caminho. O pequeno Gruff guinchou: "Sou só eu, o pequeno Gruff! Vou atravessar sua ponte para pastar nos Campos de Trevo."

"Então, receio que terei que comer você!", Grindle rosnou, revelando fileiras de dentes pontiagudos. Pequeno Gruff, sempre perspicaz, implorou: "Ah, não, por favor! Sou apenas um pedacinho minúsculo. Espere pelo meu irmão, Médio Gruff; ele é muito maior e fará uma refeição muito mais farta." Grindle considerou isso, acariciando o queixo. "Hmm, talvez você tenha razão", ele resmungou.

Logo, o Bode do Meio pisou cautelosamente na ponte, seus cascos tilintando nas pedras soltas. A voz de Grindle ecoou mais uma vez: "Quem está atravessando minha ponte agora?" O Bode do Meio, tentando parecer corajoso, respondeu: "Sou eu, o Bode do Meio, a caminho dos Campos de Trevo."

"E eu vou te comer!", o troll berrou. O Bode do Meio, reunindo toda a sua coragem, gaguejou: "Ah, não, por favor, não! Espere pelo meu irmão, o Bode Grande. Ele é enorme, e ele vai encher a sua barriga de verdade." Os olhos de Grindle brilharam. "De fato? Um bode verdadeiramente enorme, você diz?", ele ponderou. Ele lambeu os lábios.

Finalmente, os cascos poderosos do Grande Gruff retumbaram na ponte, sacudindo as próprias pedras. Grindle rugiu: "Finalmente! O banquete que eu estava esperando!" O Grande Gruff permaneceu firme, seus olhos em chamas. "Você não passará!", ele berrou. Lembrando as palavras de seu irmão, ele sorriu. "Um homem não deve ser medido por sua força, mas por suas ações", disse o Grande Gruff, citando as palavras de Mahatma Gandhi.

Com um salto poderoso, Grande Gruff atacou, abaixou seus chifres e se chocou contra Grindle, arremessando o troll no abismo abaixo com um splash. A caverna ecoou com um gemido final e desvanecente. Os Campos de Trevo brilhavam ao longe, agora acessíveis, mas Grande Gruff parou, refletindo. "Não era sobre o trevo", ele murmurou. "Era sobre proteger meus irmãos."

Juntos, os três bodes cruzaram a ponte, não para se empanturrar de trevos, mas para explorar os Campos de Trevo, sabendo agora que a verdadeira força não reside no tamanho ou no apetite, mas na união e na coragem. E embora os Campos fossem vastos, eles sabiam que os enfrentariam juntos. Pois os maiores banquetes são aqueles compartilhados, não acumulados.