Carnival of Venice

Carnival of Venice — cover Carnival of Venice — page 1

O vento uiva pela lagoa congelada, levantando rajadas de cristais de gelo. Uma explosão de música e risadas irrompe de uma gôndola colorida deslizando pela água gelada. "Bem-vindos ao Carnaval de Veneza!", uma voz grita, as palavras mal audíveis sobre o vento. Está frio o suficiente para congelar seus bigodes, mas o espírito aqui queima tão quente quanto uma forja.

Carnival of Venice — page 2

"Eles se esforçam bastante, né?", Katya perguntou, sua respiração saindo em pequenas nuvens brancas. Atlas assentiu, tremendo um pouco. "Arjun disse que as máscaras não são só para exibição. Elas servem para esconder a classe social de todo mundo, para que todos sejam iguais durante o Carnaval." Arjun, agasalhado em um pesado casaco de pele, sorriu. "Exato! Agora, vamos encontrar algumas frittelle antes que a gente congele de vez."

Carnival of Venice — page 3

Arjun aponta para um beco estreito. "Eu li em algum lugar, Atlas, que a essência da estratégia é escolher uma coisa importante e fazê-la excepcionalmente bem. Bruce Lee disse isso, eu acho." Uma placa pintada à mão, com a escrita um pouco desbotada, mostra um doce delicioso ao lado das palavras 'Frittelle Calde'. "Deve ser o nosso lugar!", Katya exclamou, puxando a manga de Atlas. "Já consigo sentir o cheiro do açúcar!"

Carnival of Venice — page 4

A pequena padaria transborda calor e o cheiro de massa frita. "Um pedido de frittelle, favor!", Atlas grita por cima do burburinho. Um padeiro, com o rosto corado pelo calor do forno, sorri e acena, gesticulando em direção a uma pilha de doces dourados. "Estes são feitos da maneira tradicional, apenas durante o Carnaval", Arjun explica, com os olhos brilhando. "O ingrediente secreto? Uma pitada de grappa!"

Carnival of Venice — page 5

Com frittelle na mão, eles caminham em direção à Ponte de Rialto. "Você sabia que esta ponte costumava ser a única maneira de atravessar o Grande Canal?", pergunta Arjun, apontando para o movimentado curso d'água. Atlas balança a cabeça, hipnotizado pela visão de gôndolas e barcos serpenteando pelo gelo. "Ela foi construída no século dezesseis. Antes disso, havia apenas uma ponte de madeira, e ela vivia desabando!"

Carnival of Venice — page 6

Ao atravessarem a ponte, um grupo de fabricantes de máscaras está vendendo seus produtos. Bautas elaboradas, máscaras de doutor da peste com bicos longos e colombinas brilhantes enfeitam as barracas. "As máscaras de doutor da peste são especialmente icônicas", diz Arjun. "Elas não eram apenas fantasias. Os médicos realmente as usavam durante a peste, enchendo os bicos com ervas para se protegerem do cheiro e da doença!"

Carnival of Venice — page 7

Katya pega uma máscara pequena e de aparência simples. "Esta não é nada chique", ela observa. O fabricante de máscaras sorri. "Ah, essa é uma moretta. As mulheres venezianas costumavam usá-las, presas por um botão que elas apertavam entre os dentes. Isso as mantinha em silêncio... misteriosas!" Arjun riu. "Lembre-se disso, Atlas", ele disse, piscando. "Às vezes, o silêncio fala mais alto que as palavras."

Carnival of Venice — page 8

De repente, a música aumenta. Uma procissão fantasiada aparece, desfilando pela praça. Uma mulher em um deslumbrante vestido cravejado de joias tropeça, e sua máscara cai no canal gelado. "Ah, não!", ela grita, aflita. Atlas, lembrando-se das palavras do criador de máscaras, corre para frente. "Não se preocupe! Eu posso ajudar!"

Carnival of Venice — page 9

A água gelada espirra no rosto de Atlas enquanto ele retira a máscara do canal. Ele a devolve à mulher, que sorri com gratidão. "Grazie! Obrigada!", ela exclama. "Você salvou minha máscara! Ela está na minha família há gerações." Atlas sorri, suas bochechas coradas pelo frio e pela emoção. "De nada!"

Carnival of Venice — page 10

Enquanto o desfile continua, Atlas, Katya e Arjun se juntam à folia. A música pulsa pelo ar congelado, conectando a todos em um momento compartilhado de alegria. No coração do inverno, Veneza explode com cor e vida. Venha para o Carnaval de Veneza, onde até o gelo pode derreter no calor da celebração humana.