Rio Carnival, Brazil

"Bem-vindos ao maior espetáculo da Terra!", Bram grita por cima dos tambores de samba, sua fantasia de paetês cintilando. Malik aperta os olhos, sobrecarregado pela explosão de cor e som. Ele aperta a mão de Bram com mais força, os olhos arregalados de admiração. O Carnaval do Rio começou!

Bram pisca. "Pronto para um gostinho da magia do Rio, garoto? Primeiro, precisamos de pão de queijo!", ela declara, puxando-o em direção a um vendedor de rua. "São essas bolinhas de pão com queijo, confia em mim, você vai amar!"

"Dayo diz que o Carnaval é mais do que apenas uma festa", Malik menciona, mordiscando o pão de queijo. "É sobre celebrar a liberdade e a resiliência." Bram assente. "Isso mesmo! Tudo começou com africanos escravizados encontrando maneiras de expressar a si mesmos, sua cultura e sua dor", Bram explica.

"Cada escola de samba representa uma comunidade diferente", Dayo explica, juntando-se a eles. Ele veste uma camisa e calças tradicionais de linho branco. "E a cada ano, elas competem com carros alegóricos e apresentações elaboradas contando uma história." Ele aponta para um carro alegórico que passa, adornado com entalhes intrincados. "As histórias delas são o que tornam tudo significativo. As escolas de samba refletem o orgulho de um bairro", ele continua.

Bram sorri, girando a saia. "E aquelas fantasias? Algumas levam meses para serem criadas! Cada lantejoula, cada pena, meticulosamente colocadas." Dayo acrescenta: "A música, a dança, as fantasias — tudo isso é sobre expressar a alegria e a dor de ser brasileiro."

"Você sabia que o Carnaval termina oficialmente na Quarta-feira de Cinzas, marcando o início da Quaresma?", pergunta Dayo. "Mas o espírito de celebração continua muito depois disso", Bram acrescenta com uma piscadela. Malik ri, sentindo a energia contagiante da multidão. "Eu consigo ver isso!"

"Minha avó costumava dizer: 'O melhor espelho é um velho amigo'", Dayo compartilha, citando George Herbert. "Ela queria dizer que amigos verdadeiros refletem o nosso melhor de volta para nós, assim como o Carnaval reflete a alma do Rio." Bram concorda com a cabeça. "Ele está certo. É mais do que apenas glitter e penas, Malik."

De repente, um grupo de artistas de rua os cerca, tocando ritmos contagiantes em tambores e pandeiros. Eles puxam Malik para o círculo. Ele hesita, depois ri e começa a dançar desajeitadamente. Bram e Dayo batem palmas, incentivando-o a se soltar.

Mais tarde, longe do desfile principal, Bram leva Malik por uma rua menor e mais tranquila. "É aqui que o verdadeiro samba acontece", ela sussurra. Um pequeno grupo toca música na soleira de sua porta. Os músicos acenam com a cabeça e os convidam a se juntar a eles. "O coração do Carnaval bate aqui!"

Enquanto o sol nasce, pintando o céu em tons brilhantes, Malik entende. O Carnaval do Rio não é apenas um espetáculo, é sobre comunidade e a liberdade de se expressar. "Quero voltar todos os anos!", ele declara, já planejando sua próxima fantasia.