O Mapa da Rainha Pirata
A maresia ardia no rosto de Isla enquanto ela se agarrava à amurada, os olhos varrendo o horizonte. Ao lado dela, Finn, seu travesso macaco companheiro, tagarelava animadamente, apontando um dedo minúsculo e enrugado para um ponto distante na água. "Um navio!", Isla gritou por cima do rugido das ondas, o coração aos saltos. "Talvez um que traga notícias da minha mãe!" Por anos, Isla e Finn navegaram pelo Mar Azul, sempre em busca do mapa perdido da lendária Rainha Pirata – a única pista sobre o paradeiro de sua mãe. Era o sonho compartilhado deles, sussurrado em noites estreladas.
Mas este navio não trazia notícias. À medida que se aproximavam, a bandeira preta do Jolly Rogue tremulava ameaçadoramente ao vento. "Piratas!", Finn guinchou, descendo apressadamente pelo braço de Isla. "E não são amigáveis!" Isla apertou o punho de sua pequena espada, sua bravata desaparecendo. O Jolly Rogue, notório por seu capitão impiedoso, Jack, o Caolho, estava se aproximando rapidamente. "Rápido, Finn! Para o convés de baixo!", Isla gritou. Tudo pelo que haviam trabalhado, toda a sua busca, estava agora ameaçado. E se os piratas encontrassem as pistas antes deles?
"Não podemos deixar que peguem o mapa!", Isla declarou, a voz trêmula, mas resoluta. "Nós escondemos as pistas, E SÓ DEPOIS enfrentamos o Jack Caolho!" Finn assentiu, tagarelando em concordância. Eles correram para debaixo do convés, Finn disparando na frente. PORTANTO, eles esconderam a primeira pista, uma pequena caixa de madeira ricamente entalhada, na cozinha do navio, dentro de um barril de peixe salgado. "Agora", Isla afirmou, puxando a espada da bainha. "Vamos enfrentar o Jack Caolho nos nossos termos."
Jack, o Caolho, uma figura imponente com o rosto marcado por cicatrizes e um olhar ameaçador, invadiu o navio de Isla, seu cutelo pingando água do mar. "Onde está o mapa, garota?", ele rugiu, sua voz como um trovão. "Eu sei que sua mãe o tinha!". Isla manteve-se firme, sua pequena espada erguida. "Eu não sei do que você está falando!", ela retrucou, sua voz surpreendentemente firme. Uma voz rouca gargalhou atrás de Jack. "A garota tem fibra. Gosto disso!". Uma mulher deu um passo à frente. Ela tinha olhos gentis e vestia roupas semelhantes às de Jack. "Eu não sou como ele, e se você nos disser onde está o mapa, minha tripulação a poupará."
Isla hesitou. A gentileza daquela mulher era desarmante. MAS, o imediato de Jack, o Caolho, era um feiticeiro chamado Walter, o Astuto, e ele já estava farejando, tentando sentir onde o mapa poderia estar. "Eu sinto... a presença de um grande tesouro! Em algum lugar perto." Walter começou a agitar as mãos, murmurando um encantamento. Portanto, Isla disparou: "Não há mapa, mas tenho algo mais que pode interessar a você!" Ela sabia que tinha que distraí-lo antes que Walter encontrasse a pista escondida.
"Eu sei a localização da Pedra do Sol!", Isla declarou, com o coração batendo forte. "Uma joia que pode iluminar a noite mais escura!" O olho bom de Jack, o Caolho, arregalou. "A Pedra do Sol, você diz?" Ele acariciou a barba pensativamente. MAS, Walter, o Astuto, gargalhou. "Mentiras! Ela está tentando nos enganar! Eu ainda sinto o mapa!" Walter fechou os olhos, o rosto contorcido em concentração. Finn, escondido na armação, observava aterrorizado. PORTANTO, o plano deles estava falhando antes mesmo de começar. Jack, o Caolho, estava começando a ficar desconfiado. "Tomem o navio. Não gosto de jogos."
"Esperem!" a pirata gentil gritou. "Não há necessidade de violência!" Ela se colocou entre Isla e Jack Caolho. "Eu irei com você", Isla ofereceu, encontrando o olhar da pirata gentil. "Eu levarei você até a Pedra Solar, se você prometer deixar meu navio e meu amigo ilesos." Finn grasnou sua objeção, suas pequenas mãos voando. A mulher assentiu. "Concordo", ela disse, estendendo a mão. "Meu nome é Anne. E talvez, só talvez, possamos nos ajudar."
Isla, com Finn escondido em sua sacola, seguiu Anne para o Jolly Rogue. Walter, o Astuto, as observava com olhos semicerrados. Enquanto navegavam para longe, Isla sentiu uma onda de medo, mas também de determinação. O segredo para encontrar a Pedra do Sol estaria dentro do navio perdido e da ilha que se erguia diante delas. "Corações valentes encontram o caminho", Isla sussurrou para Finn. Ela sabia que tinha que confiar em Anne, mesmo que isso significasse arriscar tudo.
Na ilha, Isla guiou Anne por um labirinto de cipós retorcidos e ruínas antigas. Finalmente, elas pararam diante de uma caverna escondida. Lá dentro, aninhado em um pedestal, não estava a Pedra do Sol, mas um pequeno pergaminho enrolado.
Juntos, Isla, Finn e Anne seguiram o mapa, eventualmente encontrando a há muito perdida Rainha Pirata, agora vivendo pacificamente em uma enseada escondida. Isla correu para os braços de sua mãe, lágrimas de alegria escorrendo pelo seu rosto. Isla aprendeu que bondade e coragem eram os maiores tesouros de todos. E que até piratas, como Anne, podiam ter corações de ouro. Isla sabia que essa aventura a havia mudado para sempre, e ela estava finalmente pronta para começar sua própria nova vida.